Alternativas para dinamizar a construção de narrativas nos periódicos

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Desde 1806 – ano em que foi considerado a primeira publicação de um infográfico, no jornal londrino The Times – até hoje, a história da infografia tem sido marcada pela não linearidade e complexidade na sua construção e afirmação como “uma modalidade discursiva ou subgênero do jornalismo informativo” (TEIXEIRA, 2010, p.18). A formação ainda precária na área dentro das universidades acaba trazendo consequências à produção de infográficos no mercado, – seja qualitativamente ou quantitativamente – tanto nos veículos impressos como nos portais de notícias on-line e televisão.

No entanto, algumas alternativas como mapas, gráficos e tabelas são muito utilizadas, pois apesar de não serem, isoladamente, infográficos, contribuem para contextualizar algumas informações e organizá-las. Isto é, também exercem uma função importante nas matérias que acompanham (TEIXEIRA, 2010).

Outro recurso bastante explorado desde o século XX e que ainda está em vigor são os quadrinhos, eles também contribuem para dinamizar a construção de narrativas – como foi exemplificado em uma de nossas postagens. O jornal O Globo, por exemplo, já na década de 90, fez duas publicações no mês de março de 1998, recuperadas pela equipe do Nepejoc no levantamento feito a partir dos acervos disponíveis on-line.

O primeiro quadrinho, publicado no dia 6 de março e assinado pela Editoria de Arte do jornal, narra uma tentativa de assalto a um carro-forte.

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Captura de tela 2014-09-17 às 11.49.03

O Globo. 06/03/98, p. 21

O segundo, publicado no dia 21 do mesmo mês, descreve a invasão de um escritório no centro do Rio de Janeiro. A arte não possui autoria.

Captura de tela 2014-09-17 às 11.12.25

Captura de tela 2014-09-17 às 11.11.24

O Globo. 21/03/98, p. 14

 

Referência:

TEIXEIRA, Tattiana. Infografia e jornalismo: conceitos, análises e perspectivas. Ed. UFBA, 2010.