Primeiro foi Vanessa Bárbara que, em O Livro Amarelo do Terminal, criou um hilário formulário para a elaboração de notícias. Agora, Rafinha Bastos, baseado em Charlie Brooker, nos oferece um excelente material “didático”. No meu caso em especial, a-do-rei os gráficos animados. Muito bom ! Divirta-se !
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eu não sei se acho irônico ou burro. esse tal rafinha é o mesmo que se diz formado em jornalismo pela puc-rs e “repórter” de um programa humorístico que insiste em querer a credibilidade do jornalismo, mas sem trabalhar a informação com a ética, o interesse público e a objetividade do campo. querem credibilidade pra humilhar as fontes e encher as burras de dinheiro com mershandising e publicidade.
se fosse um vídeo do repórter vesgo, do pânico, até poderia ter alguma graça, mas desses daí é dureza engolir.
uma coisa é certa: os alunos vão adorar.
:p
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Olá, Sean, permita-me discordar. Não misturaria as coisas: neste caso, o vídeo nada tem a ver com o CQC e acho, sinceramente, que certas críticas que são feitas ao modo como usamos as fórmulas prontas sem muito critério no jornalismo são pertinentes. A idéia aqui nem é nova, o vídeo do Rafinha Bastos nada mais é que uma “tradução” daquele do Brooker. Creio que ações com estas são válidas quando nos fazem pensar nos modelos que adotamos. Creio que o vídeo cumpre com este papel.
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toda crítica é bem vinda, Tatiana, não tenho dúvida. e fórmulas fáceis é a primeira regra que derrubo com os alunos: nada tá pronto ou formatado, há diferença entre o usual e o que precisa ser feito.
o problema do Rafinha é o contexto, e não podemos deixar isso de lado: ele encabeça um programa que se fundamenta no deboche à credibilidade, objetividade e ética, sem falar no total desrespeito às fontes e ao caráter púlbico da informação.
esse vídeo parece reafirmar o que o CQC apregoa: “o que nós (CQC) fazemos é que tem relevância, diferentemente do jornalismo “tradicional” feito pelos telejornais”.
o irôncio é que o CQC se utilza de fórmulas prontas mais evidentes do telejornalismo, aquelas que são apenas forma – os ternos como vestimenta oficial, a bancada, a denominação dos sketes como “reportagem ou máteria” e a “busca da verdade verdadeira” nos moldes do jornalismo. e tudo isso pra rir, humilhar, chacotar e ganhar muito dinheiro com venda direta de produtos.
agora, quando a crítica, mesmo bem-humorada, é feita pra construir, daí eu concordo com você, são outros quinentos.
saudações gaudérias.
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