Archive for janeiro, 2009

  • A maravilhosa fábrica de criancinhas

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    - Mãe, quem faz o leite ?

    - A vaca.

    - E o iogurte ?

    - É na fábrica que as pessoas fazem iogurte, queijo, manteiga, estas coisas.

    - E a maçã ?

    - A macieira.

    - E eu, quem me fez ?

    - Ah, esta é fácil, Lucas. Eu e o seu pai.

    - Mas vocês me fizeram como mesmo ?

    Este menino faz cada pergunta !

  • Aceitando o desafio…

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    O Rogério, do Monitorando, me lançou o desafio, então, vamos lá. O meme de hoje é ” Seis revelações sobre mim”:

    1.Quando eu era pequena trocava o lh pelo nh e vice-versa. Passei anos da minha infância tentando escrever corretamente e até hoje, de quando em vez, escrevo vilho ao invés de vinho.

    2. Eu me atrapalho completamente com direita e esquerda. Não, eu não estou falando de ideologia. Se você me mandar levantar a mão direita, pode ter certeza que vou demorar uns 10 segundos a mais do que as pessoas, digamos, normais.

    3. Eu tenho várias letras diferentes. Uma vez, já na faculdade, uma professora queria me reprovar, alegando que era impossível uma única pessoa ter escrito as respostas da prova. Ela só voltou atrás quando eu lhe mostrei os meus cadernos. Ou seja, grafologia comigo não deve dar certo.

    4. Aproveitando: eu sempre, no Colégio, fui CDF, de sentar nas primeiras filas e chorar quando tirava nota baixa.

    5. Eu já fiquei bêbada tomando guaraná antártica. Juro !

    6. Eu gosto das músicas do Leandro e Leonardo. Quando o Leandro morreu, eu fiquei super triste, acompanhei o funeral pela televisão e cantava “Não aprendi dizer adeus” o tempo todo. Tadinho.

    Como tenho de passar o meme para outros blogueiros, deixo a bola quicando para Márcia , Marcelinha, Andrezito, Júlia e Demétrio.

  • Um belo parágrafo

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    Acabo de ler Cordilheira, de Daniel Galera. O livro é interessante e estampa na capa o selo de melhor romance de 2008, concedido pela Fundação Biblioteca Nacional. O começo é meio morno, mas depois a narrativa engata e acende a nossa curiosidade para saber o final de uma história cheia de referências e muito calcada na metalinguagem o que, para alguns, pode até ser um defeito mas que eu, particularmente, gostei. Há passagens interessantíssimas, como quando, no lançamento de seu livro na Argentina, Anita, escritora e personagem principal da história de Galera, desdenha – intimamente – das interpretações e comparações da tal crítica literária renomada convidada para o debate. Creio que não demora muito para alguém levar a obra para o cinema.

    No entanto, não vou fazer resenha do livro, nem matéria sobre. Para isto, sugiro que leiam Ubiratan Brasil, Luiz Zanin, Eduardo Simões e tantos outros. O que queria mesmo era destacar um trecho e compartilha-lo aqui. Espero que gostem. Lá vai:

    Nascemos com um prazo limitado para interpretar o mundo. Fazemos o que podemos. O legado de todos que nos precederam nesse esforço pode ajudar ou confundir, e, em última instância, ninguém prova nada. Atribuir um propósito superior a um lance qualquer da vida é construir uma ficção muito pessoal. Dar sentido ao mundo é um ato criativo. Uma visão de mundo é uma narrativa.

  • Tão óbvio !

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    A partir das indicações e cartilhas que Moniquinha me enviou, comecei a ensinar Juju a ler. Como ela mesma me pediu, resolvi auxiliá-la nas férias e as aulas estão fluindo bem. Eu, aliás, tô me achando neste negócio de lecionar para criança, ainda que seja para a minha filha o que, obviamente, faz alguma diferença. Encontrei na web centos exercícios complementares e a coisa segue. Dia destes, Luquinhas resolveu acompanhar uma das aulas.

    - E, então, Lucas, nos diga uma palavra que começa com a letra L (“élé”) !

    E o pequeno, todo orgulhoso, respondeu na hora:

    - ELEfante, mãe.

    Até Juju caiu na gargalhada.

  • Momento Freud

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    A pinta mais engraçada da internet mandou roubar e eu roubei. Segue um meme básico com “as sete coisas que você não sabia sobre mim”.Prepare-se !

    1. uma das minhas maiores frustações de infância foi ter ficado de fora da quadrilha de uma festa junina. Eu devia ter uns sete anos. Caí da escada, fiz um baita estrago no rosto, o corte quase atingiu o olho, levei sei-lá-quantos pontos e a médica me mandou ficar em repouso absoluto. Dali a três dias seria a tal festa e eu nem podia chorar para não molhar o curativo. Tadinha de mim….

    2. aliás, cair era um verbo bastante frequente na minha vida. Cair e derrubar, diga-se. Por isso, na adolescência, ganhei de meu pai o singelo apelido de “mãos de gelatina” ,isto muito antes do Edward mãos de tesoura, tá ?

    3. quando eu tinha uns 10 anos decidi que queria servir à Marinha. Quando contei a meu pai , ele me perguntou se eu sabia nadar. Não, eu não sabia. Tirei a ideia da cabeça imediatamente.

    4. todo começo de ano eu prometo que vou me tornar uma pessoa saudável, dormir cedo e acordar cedo. Nunca consegui e continuo odiando acordar cedo.

    5. quando eu era criança a minha mãe começou a fazer faculdade. Ela me levava para as suas aulas de Latim. Até hoje não sei como não traumatizei e fugi de casa (rs).

    6. eu decidi ser jornalista com 14 anos por causa da revista Capricho. A-do-ra-va !

    7. eu chorei horrores lendo “A Escrava Isaura” e, bem antes, com “O caso da borboleta Atíria”, aquele livrinho da Coleção Vaga-Lume, lembra ?

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