Acabo de assistir no youtube ao primeiro episódio de A Vida Alheia, nova série da Globo, escrita por Miguel Falabella. Gostei do que vi, apesar de muitas cenas lembrarem o filme O Diabo Veste Prada, como bem escreveu a jornalista Patrícia Vilalba, e de outros clichês do gênero, quando se trata de abordar o jornalismo ou o que se imagina que ele seja. Mas, como não se envolver logo de cara quando, na abertura da série, a editora Alberta Peçanha, aparentemente proferindo uma palestra, lança a seguinte frase, um achado, diga-se de passagem:
Na mídia há dois bandos que interagem constantemente, nem sempre com bons resultados: celebridades e a imprensa nelas especializada disputam no dia a dia uma ruidosa batalha por território
O prólogo talvez seja a prova de que Falabella não estava tergiversando, ao afirmar, em entrevista, que neste universo por ele retratado “não há vilão nem mocinho”. Alguns diálogos foram impagáveis, como o da mesma Peçanha – uma jornalista sem qualquer escrúpulo e primorosamente interpretada por Claúdia Jimenez – com a dona da revista (Marília Pêra) que lhe pedia para evitar dar capas sobre os escândalos protagonizados por uma amiga. Confira:
- Não custa, Alberta…
- Custa, o que os leitores pagam !
- É só não dar na capa, a matéria pode ficar igualzinha.
- Noooossa Catarina, estamos editando, agora ? Estudamos jornalismo onde ? Num cursinho para moças que não têm o que fazer ?
Não preciso nem comentar a ironia, não é ?
Acho que, no futuro e se mantiver o mesmo ritmo do episódio de estréia, este é o tipo de série que pode render excelentes análises acadêmicas. É esperar e ver…

Mais quatro figurinhas e Juju completa seu álbum I love Pucca. O detalhe importante é que mais da metade das obtidas até agora veio da troca com outros colecionadores. Nada de mais ou incomum, não fosse pelo detalhe de eles estarem, em alguns casos, a milhares de quilômetros de distância.

